Pular para o conteúdo principal

A Profecia dos Anjos


Se houver um dia guerra
que haja paz logo depois
se houve um dia o egoísmo
que alguém nos ensine a viver a dois
dois, três, mil. Solidariedade.
E que possamos ver luz, bondade
mesmo que só pareça haver escuridão
esperamos que as aparências enganem os olhos,
mas não o coração.
Esperamos que não haja fogo que não apague,
maldade que não cesse
escuridão que não finde
porque é paz que o mundo merece.
Ao longe ouço trombetas,
ouço cachos dourados falando de amor.
é, todo o tipo de amor
Asas batendo, penas caindo... falando de amor.
E que se cumpra a profecia dos anjos.
Vivian Pinto
Olá :D
Mais uma poesia antiga pra vocês, mas eu quero falar aqui a mesma coisa que falei quando postei pela primeira vez: essa poesia não é uma oração, não é uma prece, não é uma reza... não tem nada a ver com religião, porque meu blog não tem esse fim, okay? É apenas uma poesia ;)
Fonte da imagem.
PS: à pedidos de um cegueta, não há mais a verificação de palavras nos comentários hahaha
Beijos rimados pra vocês! 

Comentários

Flávio P. Reis disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Flávio P. Reis disse…
Não ser uma prece é apenas um detalhe diante da inspiração dessa poesia.
Corrigindo: voltei suas outras postagens do blog... recentes pérolas descobertas, perdidas no multiverso da internet.
Virei fã... Conte comigo!
Grande abraço!
Bípede Implume disse…
Olá Vih
Obrigada pela visita.
Foi muito bom voltar de férias e encontrar poesia.
É disso que que a minha alma precisa.
Gostei do blog.
Beijinhos de Lisboa
Isabel

Postagens mais visitadas deste blog

cheio de nada

O silêncio dói.
Não saber o que falar incomoda.
A cada palavra não escrita a mão coça
a cada palavra não ouvida o corpo se molda
em algo maior ou menor
dependendo do que for
ou do que deixa de ser.

O não dito corrói.
Queima entre os espaços cheios de nada
que todo o resto vai deixando
conforme a vida acontece
e o resto vai se mostrando
para ser modificado pelo tempo.

O silêncio não faz sentido.
Ele vai se perdendo cada vez que se mostra
ele vai se esvaindo a cada exposição,
pois o silêncio não tem coração,
ele pode até ser inspiração,
mas não é inspirado.

A tua cabeça não mais trabalha,
o teu ouvido não mais escuta,
e teu coração não sente mais culpa,
talvez não sinta amor,
talvez não sinta paixão.
Tua frase não mais se constói,
você está cheio de nada,
porque o silêncio dói.

Oceano

Cada um é um mar.
Alguns mares são mais frios, outros mais distantes, ou revoltos, porém são sempre mar.
Você às vezes nada tanto pra dentro de si mesmo que parece que nunca mais vai voltar. Talvez às vezes você nem volte mesmo. 
Quanto mais você nadar, quanto mais pra dentro você for, mais escuro o caminho vai ficar, o desconhecido carece de luz, e isso não é necessariamente algo ruim, mas com certeza é assustador. É assustador conhecer a si mesmo, perceber a luz e a sombra que habita em você.
Acontece que, às vezes, ir pra dentro não é ir para perto. Você acha que tá lá, chegando perto do que você é, mas quando parece que tá quase lá, não tá, e cada vez mais você persegue algo que você talvez nunca alcance, e aí, quando se dá por si, não existe destino, mas também não tem como encontrar o caminho de volta.
Por muitas vezes eu só lamentei não ser mais o que um dia fui, e até hoje, até agora, enquanto escrevo aqui, eu gostaria muito de ser quem eu era. Eu costumava dizer, e estava di…

o enigma de mim mesma

Não gosto de gaiolas, gosto de ter espaço pra voar mesmo que eu resolva me demorar. Gosto de ser entendida, mas não adivinhada, o meu livro não é para todos, ele mal é pra mim. Sou apenas uma personagem  com caprichos, vontades e muitas eternidades. Gosto dos meus gostos e desgosto dos meus desgostos Faço coisas por impulso, e em outras penso bem, você é vários e eu também. Gosto de voar, mas preciso ter onde descansar, e se isso não é possível, só me resta aceitar, e, quando der, mudar. Pois onde não posso ser inteira, não me demoro. "Decifra-me ou te devoro."