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Lembrar com carinho

Dizem as más línguas (certas elas, que me conhecem mais fundo) por aí que tenho alma de gente velha.
Pois bem, hoje fiz (e estou fazendo) uma coisa que gente mais velha costuma fazer mais do que gente da minha idade: nostalgiar. Quem convive sabe que sou assim, gosto de relembrar, ler de novo, sentir outra vez. E também sabe que, com isso, começam minhas filosofias de botequim, porque sim, eu gosto de pensar demais, de vez em quando me faz bem.
Vejam só, eu já enrolei tanto meu pensamento que o post começou com uma intenção e quaaaaase perdeu o rumo. Mas vamos lá. Nostalgiando nos blogs da minha vida eu lembrei em como era ser blogueiro antigamente. Quando comecei com blogs a moda era indicar selinhos e fazer quizes, que nem hoje em dia em que os vlogueiros fazem TAGs.
Não sei se posso dizer assim, mas ao meu ver tinha mais gente na blogosfera, talvez fosse moda ter blog. Só sei que, mesmo sendo "muitos", éramos uma família. Fiz no "Não sei, só sei que foi assim" amizades que espero levar pra sempre. Alguns começaram inspirados pelo mesmo blog que eu, outros voltaram na mesma época, outros voltaram agora... E uma querida amiga em especial é minha escritora favorita, e é uma pena que não tenha mais blog.
Parece que, com o tempo, a vida corre. As palavras não nos deixam, mas correm junto. Estranho né? Lembro com muito carinho daquela época em que a vida corria menos. E mesmo naquela época eu já reclamava que o tempo passa rápido. Não sei se eu gostaria de voltar no tempo, provavelmente não. Mas eu certamente voltaria com algumas coisas.
Como é bom ter boas coisas pra lembrar, boas histórias pra contar e ter estrada pra viver...

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cheio de nada

O silêncio dói.
Não saber o que falar incomoda.
A cada palavra não escrita a mão coça
a cada palavra não ouvida o corpo se molda
em algo maior ou menor
dependendo do que for
ou do que deixa de ser.

O não dito corrói.
Queima entre os espaços cheios de nada
que todo o resto vai deixando
conforme a vida acontece
e o resto vai se mostrando
para ser modificado pelo tempo.

O silêncio não faz sentido.
Ele vai se perdendo cada vez que se mostra
ele vai se esvaindo a cada exposição,
pois o silêncio não tem coração,
ele pode até ser inspiração,
mas não é inspirado.

A tua cabeça não mais trabalha,
o teu ouvido não mais escuta,
e teu coração não sente mais culpa,
talvez não sinta amor,
talvez não sinta paixão.
Tua frase não mais se constói,
você está cheio de nada,
porque o silêncio dói.

Oceano

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