Estroboscópicos

2017 está sendo um ano de muito aprendizado. O que com certeza é algo muito bom, mas não necessariamente agradável. Tive muitas surpresas boas sim, muitas coisas boas aconteceram também, mas, se eu pudesse definir o ano (até agora) em uma palavra, seria agridoce. Muitas coisas que aconteceram e ainda acontecem e acabam deixando a gente meio doído, com medo do que o amanhã reserva. O amanhã tem sido bem ambíguo, eu diria, vezes ele é maravilhoso, vezes joga um balde de água fria.
Muita coisa me desgasta e eu nem sei como explicar, mas parece que coisas antes tão prazerosas se tornaram pesadas, lugares que me acolhiam agora me encolhem, mas eu não me sinto no direito de reclamar, pois sei que minha situação não é a pior.
Além de agridoce, 2017 vem sendo esmagador. Talvez um pouco sufocante, com alguns (muitos também, certamente) momentos de respiração estabilizada.
Alguns anos atrás, acho que quase 2, eu escrevi sobre o Maat e o quanto só se conhece a luz quando se vê a escuridão. Não, meu ano não foi só escuridão, mas é um ano intenso de acontecimentos e sentimentos estroboscópicos.
Obrigada até agora pela oportunidade de passar por isso e me tornar mais forte, mesmo que apenas um pouco, espero que todos nós passemos bem esse último período.

E que seja doce.


Comentários

Gugu Keller disse…
A vida é um sobe-e-desce em zigue-zague.

Gugu Keller
Bípede Implume disse…
Olá Vivian
É só um teste.
Até já.
Bípede Implume disse…
Olá Vivian
Desculpa a mensagem anterior mas já enviei duas que não seguiram de maneira que fiz este teste.
Assim volto ao blog com mais tempo para lhe dedicar depois de uma mudança de casa.
Neste momento estou a viver na Ericeira com o Atlântico mesmo em frente. Tem sido um esplêndida experiência. Até os meus dois cães adoraram.
Fico muito feliz com as tuas visitas e os teus textos são maravilhosos.
Beijinhos e até breve.