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Após eras e eras de transformação,
é notório que existem coisas que não mudarão:
a Mãe Terra é inexorável
e não há força mais palpável
do que a luz do luar,
prateando o mar.

Tão grande quanto as terras de Earmin
é o lamento de quem canta essa canção,
pois mesmo conhecendo tão bem a natureza que o cerca
eu, o Bague, vivo em solidão.

para refrescar o calor dessa secura sem igual
que assola as terras de Aran,
quem vos canta conta com
uma brisa alegre vinda do litoral,
dançando com a areia do chão
como quem faz uma oração.

Contrastando com tal provação,
saúdam os audaciosos aventureiros,
que, ao andar na contra-mão
avistam as verdejantes terras de Entariam
como um Oásis, a recompensa da coragem do incerto
que é se por a andar no deserto,
caçando um pôr-do-Sol.

e, embora a provação dos anos tirem a tirem o frescor,
a natureza jamais perde sua pureza,
pois tem o poder da fé,
e a habilidade de reinventar o que é.
Considere então esta canção eterna,
como um poderoso testamento,
deixado pelo vento.
Vivian Pinto

Olá :D Hoje sim, algo decente haha desculpem a demora, mas eu fui pra Bienal (EEEEE) e tive trote da faculdade (EEEE² kkk), então só consegui entrar hoje. Explicações: recebi um convite pra fazer uma canção mágica de um ser muito triste, porém muito poderoso, de uma mitologia inventada por um colega escritor, o Bruno Palavro (que infelizmente não tem blog), canção essa que seria capaz até de mover montanhas. Então, esse poema é essa canção, e eu resolvi postar aqui porque a ideia por trás dele é muito bacana, e o escritor é muito talentoso. Espero que gostem :D
Ah sim, a imagem desse poema é o mapa das terras descritas no poema, e foi o Bruno que desenhou também. Praticamente um homem renascentista haha
Beijos rimados pra vocês

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SUGIRO UMA ENTREVISTA COM O "RENASCENTISTA" PRA ESCLARECER -MESMO QUE SÓ PRA DAR UM GOSTINHO- ESSA HISTÓRIA. Fiquei curioso... E a canção é linda.

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cheio de nada

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O não dito corrói.
Queima entre os espaços cheios de nada
que todo o resto vai deixando
conforme a vida acontece
e o resto vai se mostrando
para ser modificado pelo tempo.

O silêncio não faz sentido.
Ele vai se perdendo cada vez que se mostra
ele vai se esvaindo a cada exposição,
pois o silêncio não tem coração,
ele pode até ser inspiração,
mas não é inspirado.

A tua cabeça não mais trabalha,
o teu ouvido não mais escuta,
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talvez não sinta amor,
talvez não sinta paixão.
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