quarta-feira, 1 de abril de 2015

Temporada aberta

Não se pode esperar que as pessoas façam as coisas do jeito que você faria. Não se pode esperar atitudes que você teria.
Sempre me foi dito isso, mas a gente teima em achar que, por mais diferente que a pessoa seja, ela vai ser igual. Isso faz algum sentido? Já não sei mais. Sei que prometo a mim a mesma coisa sempre: que vou agir como você, devolver o silêncio, devolver o não saber. Parece não adiantar, parece que ninguém percebe, só eu. Não adianta ser espelho. Porém, já sabendo que é errado (e que dará errado), declaro:
-Que comece a temporada infame de tentar ser uma não-eu.

3 comentários:

Gugu Keller disse...

Procurar-se no outro é adernar sem porto.
GK

PAULO TAMBURRO. disse...

VIVIAN,

Sou seu mais novo seguidor e cheguei até você através do blogue da Simone e agradeço agora as duas por esta oportunidade.

Não adianta,nós fazemos sempre o que determina nossas consciências, independente das dos outros.

A máxima da dialética existencial e esta e sempre eterna contradição entre nós e os outros, afinal os "outros" se ão existissem qual o problema teríamos?

Nenhum, não é?

Ledo engano,criaríamos problemas conosco mesmos!

Foi assim através da história da humanidade,uns lavando as mãos para se livrar da sua consciência, outro dizimando seres hunamos da outra etnia para "purificar" quando ele mesmo era quem estava imundo, outros ainda, ,dizem que são corruptos ,pois afinal todo mundo rouba e daí? Não sabem que a sua consciência também é corrupta , e o outro apenas uma referência subjetiva, para que objetivamente ele também, "lave as mãos".

E o seu texto é de uma beleza infinita,caberia talvez no céu, mas nele ficaria ainda faltando algum espaço para todo este seu texto.

Ao dizer:-"Que comece a temporada infame de tentar ser uma não-eu", você abdica da fantasia de brincar com sua consciência e ser ela sem interferência, da não-você.

Que adianta Vivian, sermos aquilo que as nossas improbabilidades objetivas desmentem?

Que adianta ficar bem com ou outro, sendo o não-eu, se é isso que não desejamos.

Em matéria de amor e sentimentos, deixo-me rolar na ribanceira dos infortúnios mesmo e sempre que me ralo e me quebro todo, subo novamente, muito mais alto, para começar tudo de novo.

Se isto é ser masoquista eu adoro.

Então eu sou.

Mas não queiram esvaziar a minha vontade de ser o que a minha consciência determina.

Pense nisso!!!

Mas como ninguém é de ferro,estou falando sobre o Barão de Itararé e a conjuntura nacional em meu blog,

HUMOR EM TEXTOS.

Recentes estudos comprovam que esta enxurrada de noticias más e massacrantes às quais estamos expostos diariamente, causa males irreversíveis à saúde.

Que tal, participar conosco de um blog que pretende ser engraçado?

Um abração carioca e lhe espero por lá, todo quebrado se for preciso mas em paz com a minha consciência.


Bípede Implume disse...

Olá Vivian
Já andei por aqui tentando deixar uma palavrinha mas ou por inépcia minha ou qualquer outro problema essa dita cuja não saiu.
Vou tentar.
Gosto muito do que escreve, você já sabe.
Faço seu caminho. Andamos tão absorvidos em viver que nos esquecemos de nos questionar.
E A Vivian faz isso muito bem.
Beijinhos prá você.^