ano novo, vida (nem tão) nova


Todo começo de ano é a mesma coisa, eu aqui lembrando de você, uma realidade tão distante... Porém aqui dentro, tão viva dentro de mim. A habilidade não é mais a mesma, confesso, mas "o fogo que arde sem se ver" nunca foi tão real pra mim, e nem é metanol (clique aqui para entender a piada idiota). É como se meus dedos estivessem atrofiados, eu penso uma coisa, sai outra, não me expresso tão bem quanto eu queria, não rimo mais como conseguia. Mas não, não culpo a poesia. Eu me culpo, na verdade, eu tenho sido uma amiga ruim, eu que tenho abandonado isso que era tão presente em mim. Eu diria que ainda é, mas não tenho certeza. A gente muda, a vida muda a gente, e, mesmo assim, eu sinto a Poesia comigo, eu sinto quando eu estou triste e não consigo me expressar verbalmente, mas me expresso com meu coração. Eu sinto quando eu estou feliz, e meu coração sai de mim pra flutuar por aí. Eu sinto agora, escrevendo coisas que não necessariamente rimam, eu A sinto em tudo, eu A vejo em alguns, eu sei que Ela nunca saiu de perto de mim, eu é que me afastei Dela. Não sei se tem volta, a Poesia é caprichosa, mas talvez haja um recomeço. Feliz 2017, e desculpa por ter demorado tanto assim.

Comentários

Gugu Keller disse…
O poeta é, a rigor, um tradutor da própria dor.
GK
Bípede Implume disse…
Um muito feliz 2017!
Claro que me lembro de você e seus textos maravilhosos.
Engraçado que nos demos um tempo no blog na mesma altura.
Também senti necessidade de me afastar. Nada de muito filosófico...apenas surgiram diferentes trabalhos que ocuparam meu tempo.
Fico feliz por saber que nos vamos lendo de vez em quando.
Quando o coração pedir.
Bem-vinda!
Beijinhos.
Bípede Implume disse…
Só para rectificar: mesma altura, o mês de Agosto com um ano de diferença.
Mais beijinhos.

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